Mostrando postagens com marcador transporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transporte. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Atrasos nas obras em Cuiabá são destaque no The New York Times

Um dos maiores jornais do mundo também deu destaques às atrasadas obras de Cuiabá. Foto: Reprodução/Internet
Cuiabá foi novamente destaque internacional, desta vez no jornal ‘The New York Times’, um dos mais conceituados nos Estados Unidos. A matéria, publicada na última segunda-feira (26), traz um panorama sobre como estão as obras da capital mato-grossense para a Copa do Mundo e duras críticas aos atrasos.

A reportagem começa comparando o público do campeonato estadual de Cuiabá com a Expoagro: “Quatro dias de rodeio aqui traz aproximadamente 80 mil pessoas, quase o dobro do que a liga estadual de futebol do Estado atraiu durante o ano passado”. O repórter Seth Kugel ainda lembra que nenhum time local conseguiu chegar à primeira divisão desde 1980.

Segundo o jornal, este foi um dos motivos da surpresa com a escolha de Cuiabá como cidade-sede do Mundial de 2014, que resolveu construir um novo estádio e investir $ 1,4 bilhões para modernizar a infraestrutura antiquada da qual tinha. “Nós somos os líderes mundiais em Agronegócio. Nós precisamos levantar a nossa capital para coincidir com a influência do nosso estado”, disse o secretário extraordinário da Copa do Mundo, Maurício Guimarães.

Ainda é dito que os turistas devem esquecer como se diz “Bom dia” e “Obrigado” em português e começar a aprender palavras como “Desvio” e “Em Obras”. Isso porque a cidade é retratada como um verdadeiro canteiro de obras. O governo do Estado já anunciou que muitas das obras de mobilidade urbana não ficarão prontas em sua totalidade até o início do evento.

“É uma vergonha a cidade aparecer desta maneira para os turistas. Eles deveriam ter investido apenas no estádio, aeroporto e principais avenidas. Mas o plano era muito extenso. A cidade vai se sair bem, mas quando? Pode ser daqui a um, dois, cinco ou 11 anos”, disse ao jornal Hélio Pimentel, músico e escritor que vive em Cuiabá.

A publicação afirma também que a capital mato-grossense é pouco conhecida mesmo dentro do país, este é outro dos fatos que causou a surpresa na escolha do município para sediar jogos do torneio. “Até Manaus, muitas vezes caricaturado como sendo uma selva pela imprensa mundial, tem 1,8 milhões de habitantes e voos diretos para Miami e décadas de experiências com pessoas que vão até a cidade por conta da floresta amazônica”.

A Expoagro é tida como um dos sucessos na cidade, por levar um grande público (cerca de 300 mil pessoas) durante a sua realização. O jornal ainda lembra da relação de amizade entre o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador e hoje senador Blairo Maggi (PR) que pode ter facilitado a escolha de Cuiabá como sede.

O secretário da Secopa lamentou o declínio do futebol, mas acredita que a Copa ajudará o futebol voltar a crescer no Estado: “Nós temos uma grande tradição no futebol. Mas em 20 anos ele tem estado em declínio. Estou confiante que o Mundial de 2014 foi apenas o pontapé necessário para trazê-lo de volta”.

Funcionários que trabalham nas obras da Copa reclamaram do curto espaço de tempo para construir diversas obras. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ganhou destaque na publicação que trouxe uma declaração do promotor do Ministério Público, Clóvis de Almeida Júnior: “Não houve nenhum estudo técnico ou de viabilidade. Não havia outro resultado possível, além do caos”.

Vários outros projetos prometidos para a Copa do Mundo e que não serão entregues foram elencados na matéria, porém, Maurício Guimarães voltou a ressaltar o discurso de que o essencial para a realização do torneio será entregue. Já o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), afirmou que: “Um lugar onde as obras públicas estão em andamento é um lugar que está sendo transformado”. Confira a matéria (em inglês) clicando AQUI.

*trechos com tradução livre


Fontes: Olhar Direto e New York Times

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Padrão Fifa: preços de alimentos e bebidas nos estádios são superfaturados

Eduardo Cardoso 
Padrão Fifa: A tabela de preços é capaz de assustar qualquer um. Foto: Reprodução/Fifa

Não basta ser roubado durante as obras da copa, também tem  que ser vitima dentro do lugar que te sugaram para construir. Sabe como?  Os preços das bebidas e alimentos nas lanchonetes dos estádios da Copa-2014 já foram anunciados. São indigestos e bem salgados.

De acordo com a Folha de São Paulo, em relação à Copa das Confederações, houve um aumento de R$ 2 na Coca-Cola. A reportagem destaca ainda que a empresa não aumentou o preço aos fornecedores, que optaram por deixar a bebida mais cara. A argumentação da CSM e da Aramak, as empresas que, em parceria cuidam dos bares e restaurantes dos estádios do Mundial, é que será dado um copo promocional nos jogos - eles serão personalizados. Assim, o preço precisou subir. 

O clássico cachorro quente também teve um reajuste. A explicação é que o sanduíche ganhou mais uma salsicha supervalorizada.


PREÇOS: 
Cheeseburguer duplo - R$13,00
Cheeseburguer - R$10,00 
Cachorro quente duplo e sanduíches frios - R$ 10,00
Batata Chips e amendoim - R$ 8,00

Biscoito de polvilho - R$ 5,00
Chocolates - R$ 8,00 
Garrafa de água - R$ 6,00 
Coca-Cola 600ml -R$ 8,00 
Lata de Budweiser - R$ 13,00
Lata de Brahma - R$ 10,00
Brahma Zero - R$ 6,00


sábado, 24 de maio de 2014

Encerrada a greve dos motoristas do transporte público na Capital


Renata Rodrigues
Ônibus voltam a circular nas ruas da Grande Cuiabá/ Foto: CUTM

Os motoristas de ônibus da Grande Cuiabá resolveram encerrar a greve neste sábado (24). Segundo o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo, Ledevino Conceição, foi realizada uma nova assembleia entre os grevistas e representantes da empresa, na qual os empresários ofereceram uma nova proposta aos trabalhadores com aumento salarial de 7,15%.

O salário dos motoristas era de R$ 1.680 e, agora com o reajuste passou para R$1,8 mil. De acordo com o sindicato, os ônibus voltarão as ruas hoje a partir das 14h e  com o decorrer do dia o serviço voltará a normalidade.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Repórter do Hoje Press sofre com a falta de ônibus nas ruas

Jefferson Oliveira

No dia da greve os ônibus ficaram vazios. Foto: Jefferson
Oliveira
Os usuários do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande sofreram com a paralisação dos motoristas realizado no último dia 20. O Hoje Press foi conferir de perto as dificuldades de quem depende do transporte coletivo neste dia de paralisação. Fiquei incumbido de acompanhar o trajeto entre o residencial Belita Costa Marques até o Centro da Capital.

Ao sair de casa logo cedo o que podemos observar foram os pontos de ônibus vazios. “O nosso bairro já carece de ônibus em dia normal imagina no dia da greve. Isso é uma vergonha e ainda querem falar em Copa do Mundo”, disse a moradora Maria Sebastiana Lopes, 50 anos.

Atualmente operam no itinerário em questão quatro ônibus. No dia da paralisação, nenhum circulando. Após duas horas e meia no ponto sem ninguém o jeito foi voltar. Por volta de 12h do dia da paralisação, em entrevista a uma emissora de televisão, o representante do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Coletivo (STETT/CR), informou que os ônibus já estavam deixando a garagem e voltariam a circular os 70% como determina a justiça.

Segundo informações que tivemos apesar da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, que determinou que fosse mantido 70% dos trabalhadores durante a greve, o que vimos foi a paralisação total de 100%.

Voltando a sina, cheguei no ponto às 13h40 e por lá fiquei até às 15:00 quando enfim veio o ônibus 540 Costa Marques / Centro. Entrei e presenciei o coletivo vazio. Quando chegamos na Avenida Doutor Meirelles que liga os bairros Tijucal ao Osmar Cabral um ônibus da empresa Norte Sul parado a frente com os pneus furados. O ônibus que eu estava servio de apoio. Cinquenta metros mais a frente a mesma situação. Tinha outro ônibus com o pneu furado e novamente desta vez no ponto final do bairro tijucal outro coletivo que teve os pneus furados. 
O repórter Jefferson Oliveira acompanhou
o dia dos passageiros que ficaram sem ônibus


“Três homens em um carro estão parando ao lado dos ônibus no ponto e com uma faca estão furando os pneus e não querem que os ônibus circulem”, disse o passageiro Eduardo Nascimento, 19 anos.

A viagem pode prosseguir sem que o transporte tivesse seu pneu furado por terceiros. Após 43 minutos dentro do ônibus que começou a lotar cheguei ao destino que era o Centro. Ao desembarcar no ponto encontramos alguns passageiros ainda nervosos e outros mais calmos com a volta dos ônibus. Para Moysés de Oliveira, 34 anos, a reclamação foi o preço abusivo cobrado pelos moto-taxistas. “Hoje para ir para o serviço tive que pagar R$ 30,00 o dobro de dias normais, tudo em decorrência dessa greve”, disse.

Para Geyse Vieira, 27 anos, que trabalha no Centro agora com a volta dos ônibus mesmo em quantidade reduzida o jeito vai ser esperar para não gastar mais dinheiro.“Eu já paguei moto-taxi para vim para o serviço e foi caro, agora não pagarei novamente, espero o ônibus mesmo que venha lotado ou demore”, concluiu.



domingo, 18 de maio de 2014

Com ameaça de greve geral, Grande Cuiabá fica sem ônibus por mais de duas horas

Com ameaça de greve geral, Grande Cuiabá ficasem ônibus por mais de duas horas. Foto Olhar Direto
O Sindicato dos Transportadores Urbanos se reuniu neste domingo (18) no começo da tarde para discutir as estratégias para a greve que deve acontecer na próxima terça-feira (20), caso não haja acordo da categoria com as empresas de ônibus da grande Cuiabá. Por conta disto o serviço ficou comprometido já que 100% da frota acabou parando por algumas horas.

A assessoria de imprensa do sindicato disse ao Olhar Direto que: “a paralisação foi feita para deixar os trabalhadores cientes da situação e explicar o que está sendo feito para a greve que deve acontecer na terça-feira, caso não haja o acordo”.

Ainda segundo a assessoria a reunião já foi encerrada. Por conta disto, o serviço ficou suspenso para a população das 12 horas ás 15 horas. As empresas ofereceram apenas 4,75% de reajuste, enquanto os trabalhadores pedem 7,15%. “O sindicato pede R$ 1.800,00 de salário, R$ 400 de ticket alimentação e mais 250 de comissão. Porém, a proposta ainda não foi aceita”, afirma a assessoria.


Por conta disto, vários usuários do transporte público acabaram prejudicados neste domingo, principalmente os que pretendem ir até a Arena Pantanal para acompanhar a partida entre Santos e Atlético Mineiro que acontece ás 17h30 (horário local). O problema pode atrasar a chegada de várias pessoas no estádio. Muitos já reclamaram que o serviço continua paralisado e deficiente na capital.

Fonte: Olhar Direto

Transporte de rotor para usina deve parar o trânsito na BR-163 nos próximos dias

Eduardo Cardoso 

O motorista deve redobrar a atenção na rodovia e ter paciência com o tráfego lento. Foto: Ilustração

O primeiro rotor para Usina Hidrelétrica (UHE) Teles Pires, localizada no município de Paranaíta, na fronteira com o Pará, já está em Mato Grosso. O equipamento pesa 270 toneladas, tem cerca de 6 metros de altura e 9 metros de diâmetro. Para chegar até o destino deverão ser gastos mais 35 dias. No estado só é possível fazer o transporte pelo modal rodoviário, o que vai impactar ainda mais a situação logística do estado, principalmente na BR-163. Até fim do ano outros quatro rotores serão enviados para o estado.

O caminhão que transporta a peça gigante anda em velocidade média de 15 km/h, é escoltado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e faz paradas obrigatórias a cada 30 km percorridos. A peça saiu de uma fábrica em Taubaté-SP em janeiro, foi até o porto de Santos, seguiu pelo mar até o porto de Montevidéu, no Uruguai, para depois embarcar em uma balsa pela Hidrovia Paraguai-Paraná até Cáceres.

Em solo mato-grossense começa um dos piores trechos da viagem. O caminho será pela BR-163 e MT-320. Até a cidade de Paranaíta faltam 1.100 km o tráfego intenso de veículos pela rodovia federal, aliado a falta de acostamento e pavimento em más condições de conservação, vão causar transtornos para o transporte da peça e aos usuários.

A operação impactará fortemente no fluxo de cargas da BR-163, já que a região cortada pela rodovia é uma das maiores produtoras de soja e milho de Mato Grosso.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Cuiabá: Obras da copa viram armadilhas para motoristas

Eduardo Cardoso

Na cidade tomada pelas obras, a falta de sinalização fez mais uma vítima. Foto: Repórter MT
As obras inacabadas e não sinalizadas da Copa, em Cuiabá, fizeram mais uma vítima. O condutor de um veículo Santana caiu em uma cratera, no meio da pista, as margens do córrego Oito de Abril, no bairro Goiabeiras, na capital.

De acordo com o motorista, o  veículo derrapou em banco de areia, e caiu no buraco. Durante entrevista ao site Mídia News, o condutor questionou a ausência de sinalização no local."Não há nenhuma sinalização indicando o buraco. Tanto, que eu vinha em uma velocidade baixa e não teve jeito, caí", afirmou.

O veículo, modelo 1988, por pouco não foi engolido pelo buraco. Felizmente o proprietário, Antônio de Worack, sofreu apenas aranhões.


O buraco aberto, em plena pista, e sem sinalização, é de responsabilidade da  empreiteira Engeglobal. No momento do acidente não havia nenhum funcionário no local para comentar o (des) caso.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Mulheres cuiabanas são vítimas de “encoxadores” dentro de ônibus

Fernanda Souza
 A “encoxada” não é considerada crime pela legislação penal. Foto: Reprodução/Internet
“Eu estava de pé no ônibus quando ele começou a se esfregar em mim. Depois de alguns minutos eu perguntei pra ele se estava bom, se ele já tinha terminado. Todos os passageiros do ônibus ficaram olhando pra ele. Ele ficou tão sem graça que desceu no ponto seguinte”. O relato de Ana Paula Gonzaga, auxiliar administrativa de 33 anos e de tantas outras mulheres cuiabanas é recorrente.

Ana Paula sempre dependeu de ônibus para se locomover. Ela conta que situações como essa é comum no dia a dia e que ela já viu acontecer várias vezes, “Eles aproveitam a superlotação para abusar das mulheres que ficam em pé, sem ter como se defender”. Esse abuso a que ela se refere se chama “frotteurismo”- mania sexual caracterizada pela procura de excitação resultante da fricção dos órgãos genitais no corpo de uma pessoa vestida, através de situações nada convencionais-, popularmente conhecidos como “encoxar” ou “sarrar”, e é bem mais comum do que se imagina, explicou a psicóloga Helen Catarina.

“Vale salientar ainda que não devemos dizer que todos os atos que envolvem tal manifestação sejam considerados frotteurismo, porem tal ato sugere. Mas o que é fato é que se trata de uma violência por não ter o consentimento do outro e pode sim ser caracterizado como sendo um abuso sexual”, concluiu Helen.

Para as mulheres que dependem do transporte público, além da falta de estrutura, da precariedade dos ônibus que circulam em Cuiabá e da superlotação, elas ainda são submetidas a situações como essa, onde homens sem pudor se aproveitam da situação para se esfregar.

“Esses dias mesmo eu vi uma moça gritando dentro do ônibus dizendo que tinha um tarado. Quando o ônibus parou, os passageiros, principalmente os homens, correram atrás do “suposto” tarado. Eles o seguraram e chamaram a polícia”, conta Luanara leal, estudante de direito de 20 anos que também depende de transporte coletivo.

A prática ficou tão comum que alguns adeptos do frotteurismo chegam a filmar suas ações, divulgando na internet e em redes sociais. Os “encoxadores”, como eles mesmos se alto denominam postam imagens e vídeos das vítimas e comentam suas ações.

O grande problema é que não há punição para isso. A denominada “encoxada” por si só, não é considerada crime em nossa legislação penal, e é tida no máximo como contravenção penal. “Acredito que seja por isso que as mulheres não procuram a polícia. Não temos nenhum registro de casos como este”, declarou a delegada Cláudia Maria Lisita, da Delegacia de Defesa da Mulher.

Sem punição, para evitar situações como esta, as mulheres se defendem como pode, “Eu evito pegar ônibus lotado, e quando não tem jeito, procuro ficar sempre perto de mulheres. Eu me senti humilhada. Como se fosse um objeto que qualquer um pode pegar e tocar e fica por isso mesmo”, desabafou Ana Paula. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Protesto contra corrupção na obras da copa será realizado no dia da mentira, em Cuiabá

Eduardo Cardoso
Manifestantes preparam novo protesto em Cuiabá. Foto: Divulgação
No dia da mentira uma verdade que muito incomoda: temos um estádio, milionário, quase pronto, e uma merreca de saúde e educação, mobilidade urbana, saneamento básico e transporte público. Para expressar esta insatisfação, nesta terça, 01, a partir das 17h, será realizada uma manifestação na Praça Alencastro, em direção a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa).

A intenção dos organizadores é fazer uma releitura dos protestos realizados em julho, no ano passado, em todo o país. Esta nova edição tem o nome de “#Vemprarua! 1 de Abril, basta de Mentira!”.  O movimento está sendo organizado pelas redes sociais, e somente em uma página do Facebook já possui mais de 2.300 pessoas confirmadas.  


Dia da mentira - Além de associar as promessas políticas com o dia da mentira, os manifestantes decidiram realizar o protesto na véspera da inauguração da Arena Pantanal, que terá o jogo Mixto e Santos (SP), pela Copa do Brasil. O evento deve movimentar toda a imprensa estadual e nacional.  Na página, os organizadores ironizam a situação. “Tudo bem temos um estádio, mas e o país em volta, como está?”.

Pautas – Sob o lema “Mentiram para nós! e mentiram muito!”, os organizadores incentivam que os manifestantes levem bandeiras do Brasil, Mato Grosso, Cuiabá e Várzea Grande, apenas. Entre as pautas do movimento, estão:

1 - Transparência pública;

2 - Reforma eleitoral;

3 - Queremos nossa cidade de volta, pelo termino das obras e pela realização de um planejamento urbano descente;

4 - Pela abertura para a sociedade de todas as planilhas de gasto das Obras da Copa;

5 - para que o governo explique onde estão os recursos das obras que foram anunciadas e não foram executadas.

6 - Prisão para os corruptos;

7 - Educação integra já;

8 - Melhores Salários para os professores;

9 - Federalizarão da educação Básica;

10 - 10% do PIB para educação já;

11 - Pelo termino da construção da obra de 28 anos Hospital Central;

12 - pelo fim do caos na saúde;

13 - Basta chega de buracos;

14 - Redução da tarifa;

15 - Por um transporte público de qualidade;

16 - Pela implantação do bilhete único mensal;

17 - Pela reformulação do modelo de segurança pública.

18 - Pelo fim do voto obrigatório.

19- Por um sistema de votação moderno, eficiente e inviolável.

sábado, 29 de março de 2014

Cidades de Mato Grosso enfrentam problemas extremos com logística

Eduardo Cardoso

Motoristas têm acesso impedido para chegar até a balsa no Rio Juruena. 

Foto: Eduardo Cardoso



Percorrer os 165 quilômetros que separam Juína de Nova Bandeirantes foi um dos trajetos mais difíceis de todos os 20 Estradeiros anteriores realizados pela Aprosoja e pelo Movimento Pró-Logística. Imensas poças d’água, pontos críticos de atoleiro, pontes perigosas e trechos com apenas meia pista disponível para tráfego são verdadeiras armadilhas para quem precisa passar por essa região. Veículos de passeio e caminhões têm grandes chances de ficarem atolados.

Acrescente a tudo isso o rompimento, parcial, da manilha de um bueiro, a poucos metros da área de embarque da balsa que faz a travessia dos veículos no Rio Juruena. Por esse obstáculo, é impossível passar carros de passeio, ônibus e caminhões. E com isso, forma-se uma fila de veículos, que após enfrentarem mais de 100 quilômetros, ficam à deriva. O limite do sofrimento dos motoristas é testado. Alguns caminhões carregados com madeira já aguardavam há mais de um dia.

Após 45 minutos, a balsa atravessa os 4.300 metros do Rio Juruena. Na outra margem, o problema se repete. De acordo com o pescador Isaltino Matos, que mora há 12 anos na beira do rio, as chuvas dos últimos anos causaram essa situação. “Em 12 anos, esta foi a maior enchente que já vi aqui. Está tudo trancado”, afirmou.

O vendedor de bovinos, Jair Soares, ficou por mais de 5 horas atolado. A situação da estrada é tão critica, que uma das camionetes participantes do Estradeiro, mesmo tendo tração nas quatro rodas, também ficou presa na lama. “Aqui só dá para passar na época da seca. No período da chuva, há anos, é sempre assim”, reclamou Soares.

Os três veículos atolados, inclusive duas camionetes traçadas, só conseguiram seguir viagem depois do auxílio de uma retroescavadeira fornecida pela prefeitura de Nova Bandeirantes. Por conta das dificuldades no trajeto, a programação do Estradeiro teve que ser alterada. “Demoramos um dia todo para percorrer cerca de 170 km. São 300 km a menos do que tínhamos planejado”, afirmou o coordenador do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.


Impactos – Os problemas nas rodovias estaduais MT 170 e MT 208 refletem negativamente para todos da região. Alunos têm dificuldades de ir para escola, tendo em vista a inviabilidade do transporte escolar. Moradores relataram que, no mês passado, empresas de ônibus deixaram de fazer a linha por cerca de 20 dias. A falta de abastecimento de alimentos e combustível também é outra realidade enfrentada.

terça-feira, 25 de março de 2014

Andar de ônibus está mais caro em Cuiabá

Fernanda Souza e Mellyza Barros

O aumento do preço da passagem gerou revolta nos usuários
 Foto: Olhar Direto
O usuário de transporte coletivo de Cuiabá, capital de Mato Grosso, está pagando mais caro pelo serviço desde segunda feira (17). O aumento da passagem do ônibus e micro ônibus foi aprovado pelo prefeito da cidade Mauro Mendes (PSB). De R$ 2,60, o valor aumentou para R$ 2,80, um valor menor que o pedido pelos empresários de transporte coletivo da capital que era de R$ 3,08.

Mas esse aumento não está agradando a população que reclama dos serviços oferecidos. A vendedora Thayla Pedroso além de considerar o aumento abusivo também reclama da falta de transparência no cálculo para estipular o valor, “A população precisa ser informada em que se baseia esse aumento, por que o valor sobe mais o serviço continua o mesmo”, declarou.

Há três meses o prefeito tinha reduzido à passagem de R$ 2,85, para R$ 2,60. Na época foi identificado que o valor cobrado era indevido, e os cálculos mostraram que os usuários tinham pagado R$ 13,5 milhões de reais a mais.

A decisão de aumentar a tarifa do ônibus ocorreu após votação do Conselho Municipal de Transporte, que aprovou aumento para R$ 2,94, porém a passagem ficou fixada em R$ 2,80, devido ao desconto de R$ 0,14 referente ao valor pago a mais em 2013.

Mesmo com esse “desconto”, a população que depende desse tipo de transporte reclama, a pedagoga Vanessa Rosa diz que o valor pago é injusto, “Não é justo esse aumento, pois a qualidade do serviço é péssima”, reclamou.  

Conforme a assessoria da prefeitura, desde fevereiro a proposta da tarifa única da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTU) é de R$2,80. A Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (AMTU) reinvidicou uma tarifa de R$3,10 e com este impasse a SMTU não concordou com o valor proposto pela AMTU.

Com a aprovação do conselho municipal e a sanção do prefeito Mauro Mendes, representa no caso R$0,15 centavos mais barato que o valor praticado em janeiro de 2013 que era de R$2,95.

O preço de R$2,80 coloca a tarifa na média de preços praticados entre as 27 capitais brasileiras. A nova tarifa deverá valer até dezembro deste ano.