Mostrando postagens com marcador João Emanuel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador João Emanuel. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de maio de 2014

Prisão de Riva pode tirar vaga de filha à Assembleia Legislativa

Mellyza Barros
Janaína abraça o pai durante coletiva. Foto: Davi Valle/RD News
O desgaste emocional e familiar após a prisão do deputado estadual José Riva provocou um balanço na pré-candidatura da filha do parlamentar, Janaina Riva, também do Partido Social Democrata (PSD). Apontada como sucessora natural do pai, Janaina figurava como pré-candidata à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT).

Estreante na política, Janaína já vem trabalhando suas bases eleitorais por todo o estado, realizando reuniões em diversos municípios, tendo sempre o pai como principal cabo eleitoral.

Conforme pesquisa ibope, divulgada no mês passado, Janaina já teria uma das  24 vagas garantida  na AL-MT. Entretanto, o resultado das investigações e prisões da quinta fase da Operação Ararath pode desfazer este cenário, por conta do desgaste político de José Riva. Afastado da presidência da casa por quase um ano, Riva foi preso pelo Polícia Federal e chegou a ficar três dias detido, em Brasília.

A carreira promissora da herdeira de Riva ainda é uma incógnita. Conversas com líderes do PSD devem definir o futuro da filha do político mais processado do país.



terça-feira, 20 de maio de 2014

PF faz apreensão na casa de Silval e Sérgio Ricardo; Riva e Éder Moraes são presos

Mellyza Barros

Dia histórico: Além de Riva e Éder Moraes, o secretário Jean Esteves também
foi detido pela PF. Foto: Reprodução/Olhar Direto
A Policia Federal iniciou nesta terça feira (20) os mandados de prisão e busca e apreensão. Até as 8h desta terça-feira foram detidos o ex-presidente da Assembleia Legislativa e Deputado Estadual, José Geraldo Riva e o ‘ex-super secretário’, Éder Moraes.

As residências do Governador Silval Barbosa e do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Sergio Ricardo foram invadidas e vasculhadas pelos agentes federais que participam da  operação.

Todos são alvos principais da quinta fase da Operação Ararath5 que investiga esquema de lavagem de dinheiro por meio de factoring.

Os três presos serão encaminhados para o Departamento da Policia Federal em Brasília, por meio de jato da própria PF. A aeronave deverá sair nesta manhã , do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.


Mais informações em instantes.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Caiu! Genro de Riva tem mandato cassado pela Câmara de Cuiabá

Eduardo Cardoso 

João Emanuel teve mandato cassado por 20 votos a favor. Foto: Reprodução/Montagem

O pupilo e genro de José Riva, um dos deputados mais processados do país, João Emanuel, teve o mandato de vereador cassado, nesta sexta-feira (25), em Cuiabá. A decisão foi anunciada durante a sessão extraordinária da Câmara de Cuiabá. Foram 20 votos favoráveis à cassação, sendo quatro abstenções e uma ausência, do agora ex-parlamentar.

João Emanuel é apontado como líder em um esquema de fraude de licitação, além de suspeito de liderar atos de grilagem de terras. As investigações e acusações são do Ministério Público (MP) na operação “Aprendiz” e do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).


Abstiveram-se da votação os vereadores Chico 2000 (PR),  Maurélio Ribeiro (PSDB), Luecy Ramos (PSDB) e Marcrean dos Santos (PRTB). Apenas o próprio João Emanuel (PSD) estava ausente da sessão. Todos os outros parlamentares votaram pela perda do mandato.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Familia Riva: Justiça suspende votação de cassação de vereador suspeito de fraude

Renata Rodrigues

Sogro e genro: José Riva com Joao-Emanuel. Foto:
Walter Machado/Câmara de Cuiabá


Foi cancelada a votação para a cassação do mandato do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima (PSD), na manhã desta terça-feira. A decisão foi tomada pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que, suspendeu a votação do relatório da Comissão de Ética da Casa de Leis, que pediu a cassação do mandato do parlamentar. O parlamentar é suspeito de fraudes em licitações do Legislativo. O relatório estava previsto para ser votado durante a sessão nesta terça, mas foi adiado para o dia 22 deste mês.

A defesa do suspeito apresentou a justificativa que foi acrescentado ao processo somente um envelope vazio, com imagens em um DVD, onde João Emanuel está em uma suposta negociação para fraudar licitações da Câmara. A desembargadora usou ainda o pretexto de que o processo administrativo, feito pelos parlamentares, não foi formalmente estabelecido.

Diante da situação, o atual presidente da Câmara Municipal, Júlio Pinheiro (PTB), afirmou que vai até Brasília, pedir ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a investigação contra a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. Pinheiro acrescentou que outras decisões da magistrada, no campo político, também são passíveis de investigação.

O caso - João Emanuel é investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suspeita de fraudar licitações e por comandar um esquema de falsificação de documentos de terrenos, que eram dados como garantia para agiotas. Dessa forma, eram obtidos empréstimos para custear sua possível campanha eleitoral para o cargo de deputado estadual, neste pleito.
João Emanuel chegou a ser preso no dia 26 do mês passado, por prejudicar o andamento das investigações. Dois dias depois ele foi solto.

Herança política – O ex-presidente da Câmara de Cuiabá foi o vereador mais votado nas últimas eleições. Seu padrinho político é também seu sogro, e um dos homens mais poderosos no cenário político de Mato Grosso: José Geraldo Riva. Parlamentar há duas décadas, por 18 anos Riva alterna entre os cargos de presidente e 1º secretário do Legislativo.

O pai da esposa de João Emanuel responde a uma centena de processos nos âmbitos cível e criminal, em função de suspeita de participação no desvio de R$ 65,2 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa do Mato Grosso e outros crimes.

Assista trecho do vídeo  anexado ao processo:


Confira  na íntegra a decisão da desembargadora, que foi questionada pelo presidente da Câmara, Júlio Pinheiro

1. Aportou aos autos desse agravo de instrumento pedido de reconsideração formulado pelo agravado João Emanuel Moreira Lima, asseverando que não estão presentes os requisitos necessários à concessão de efeito suspensivo ao recurso, pois, a par de não ter sido instaurado formalmente o processo administrativo para apuração de possível quebra de decoro parlamentar, os documentos encaminhados para a sua defesa estão incompletos, faltando cópia do vídeo (DVD/CD) obtido durante a Operação Aprendiz, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (GAECO), o que prejudicou a sua defesa.

O pedido merece acolhimento, por ora.

Ocorre que, melhor analisando o presente feito após a formação do contraditório, vejo que nele não há elementos seguros no sentido de que realmente toda a documentação utilizada para a instauração de processo administrativo em desfavor do recorrido foi-lhe entregue antes do início do prazo para a sua defesa na via administrativa, merecendo a questão uma análise mais aprofundada, à luz dos princípios do contraditório e da ampla defesa.

Nesse sentido, aliás, percebe-se que, relativamente ao vídeo (DVD/CD) obtido durante a Operação Aprendiz, e que é uma das principais provas contra o recorrido, foram juntadas aos autos do agravo apenas cópias do envelope que supostamente o continha, extraído do processo em trâmite no Ministério Público, sem qualquer certidão de que em tal documento estava acondicionado a referida mídia, cujo conteúdo, ao que parece, não se limita à cópia digital do processo físico em curso no órgão ministerial (fls. 201, 204/205 e 260-TJ).

Nessa mesma esteira, junto às contrarrazões recursais, o recorrido colacionou certidão da Escrivã da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular da Capital, Sra. Sirlene Rodrigues Machado Gimenez, atestando que o envelope juntado na ação civil de improbidade administrativa proposta em desfavor do recorrido – ao que parece pelos mesmos fatos objeto deste agravo (Código 855618) –, encontrava-se vazio “não contendo em seu interior nenhum documento escrito ou áudio-vídeo (CD/DVD)”. (fl. 742-TJ).

Não fosse isso o bastante, após as alegações do agravado, convenci-me de que não há dano grave e concreto na hipótese judicializada que não possa aguardar o julgamento do mérito do presente recurso pelo colegiado, pois a eventual extrapolação do prazo de 60 (sessenta) dias para a conclusão do processo administrativo disciplinar, previsto no Código de Ética e Decoro Parlamentar, estaria justificada pela necessidade de resolução da controvérsia judicial objeto dos autos, a qual se relaciona com a própria validade da investigação então iniciada.

Posto isso, acolho o pedido de reconsideração formulado por João Emanuel Moreira Lima, revogando a decisão que, outrora, atribuiu efeito suspensivo ao presente recurso de agravamental, para recebê-lo tão-só no seu efeito devolutivo.

2. Publique-se.

3. Intimem-se os agravantes para manifestarem-se, no prazo de 05 (cinco) dias, quanto aos documentos colacionados com as contrarrazões e pedido de reconsideração.

4. Após, ouça-se a douta Procuradoria-Geral da Justiça.

5. Cumpra-se, anotando-se o necessário e dando-se conhecimento desta decisão ao douto juiz da causa.



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Após escândalo, João Emanuel renuncia à presidência da Câmara de Cuiabá

Vereador é alvo de investigação do Gaeco, acerca de suposto desvio de 
dinheiro Foto: Rodinei Crescêncio/RDNews
Alvo da “Operação Aprendiz”, coordenada pelo Ministério Público Estadual (MPE), e acusado de falsificação e desvio de recursos do Legislativo Municipal, Emanuel já se encontrava afastado do cargo por decisão judicial, desde a última quinta-feira (26). 

Em seu discurso, o vereador disse que deixa a presidência para que não digam que fez uso do cargo para evitar as investigações do MPE e que, “em nenhum momento, houve a intenção de denegrir a imagem da Câmara”.

“Para que meus pares não fiquem constrangidos e para que não se alegue que a presidência dessa Augusta Casa de Leis serve para evitar manobras e investigações, sejam de quaisquer naturezas, venho comunicar a minha destituição da honrosa função de presidente. Ao contrário daqueles que acreditam que podem tudo, eu acredito que nós temos que ter a consciência e pensar no coletivo. Temos que pensar nos vereadores, na Casa de Leis”, disse. 

Emanuel afirmou, ainda, que encaminhou a Comissão de Ética os fatos que estão sendo objetos da investigação e que se colocou à disposição do MPE, inclusive a quebra de sigilo fiscal e bancário, tendo encaminhado todos os documentos solicitados pelo órgão. 

“Quanto a citação da gravação ilegal e montada, quero afirmar que em nenhum momento houve a intenção de denegrir a imagem da Câmara ou diminuir ou ofender meus colegas. Quero afirmar que vossas excelências representam classes e pessoas diversas, porem peço escusas àqueles que se sentiram ofendidos. Desejo que os senhores nunca sejam tratados como eu fui. Gravado, montada a gravação, para ser, posteriormente, montada uma operação”, afirmou. 

O vereador ressaltou que sairá de todo o processo investigativo maior do que entrou. 

“Ainda que eu prove, pouco tempo depois, que não tenho dívidas com a probidade, ética e, sobretudo, com minha própria consciência, mas desejo o melhor para a população. Desse processo sairei maior do que entrei. O tempo da mentira é breve, mas o tempo da verdade é eterno”, finalizou. 

Confusão

Após a leitura do discurso, teve início uma discussão entre os vereadores João Emanuel e Onofre Júnior (PSB), que se encontra como presidente em exercício da Câmara. 

Vereadores discutem após João Emanuel fazer o discurso de renúncia O principal problema seria o fato de Emanuel ter usado a palavra “destituição” no lugar de “renúncia”, o que acabaria por anular todo o seu discurso de saída do cargo. 

“Não existe 'autodestituição'. A palavra é renúncia. Ou não se torna válido nada do que o senhor disse”, afirmou Onofre.

João Emanuel rebateu, pedindo que “para que não tenha mais discussões e ilações”, o plenário vote os artigos 23 e 28 do Regimento Interno, que dispõe sobre a substituição de membro da Mesa Diretora e a realização de uma nova eleição para preencher cargo vago na mesa, respectivamente.

“Gostaria de sair desse processo com a integridade moral e a possibilidade de me defender”, disse. 

O vereador Chico 200 pediu “questão de ordem” e defendeu que “a destituição tem um rito que tem que ser seguido”, porque, de outra forma, não terá valor legal. 

Votação 

Os vereadores votaram, na sequência, se o discurso de João Emanuel valeria como um pedido de renúncia da Presidência da Câmara. Foram 17 votos favoráveis – número mínimo necessário –, sete contra e uma ausência. Com isso, haverá uma eleição suplementar só para o cargo de presidente da Casa, não havendo necessidade de eleição de uma nova Mesa Diretora.

Fonte: Mídia News